No mundo há masmorras inalcançáveis
Em castelos feitos de carne e ossos,
Tão singelos são e, sobre os pescoços,
No fundo, estão presos uns miseráveis.
Miseráveis! Como sereis libertos
Das masmorras sujas em que estão presos?
"Sem que morras, esses teus malfazejos
Incuráveis, não se irão! — És liberto
Só se os frágeis portões teus são abertos
Só se os frágeis portões teus são abertos
E às masmorras rastejam percevejos!"